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28.09.2016

A importância da Fonoaudiologia em parceria com tratamentos odontológicos

 Aliar o tratamento odontológico com outras especialidades pode ser uma boa ideia. A profissional Daniela Barbosa explica um pouco sobre a parceria da Fonoaudiologia com a saúde bucal
Aliar o tratamento odontológico com outras especialidades pode ser uma boa ideia. A profissional Daniela Barbosa explica um pouco sobre a parceria da Fonoaudiologia com a saúde bucal

Expert

Daniela Barbosa

Daniela Barbosa

Fonoaudióloga Especialista em Motricidade Orofacial. Graduação e Mestrado pela Universidade de São Paulo (USP). Professora Assistente do curso de Fonoaudiologia da Unopar Colunista do Almanaque dos Pais e Consultora da Rede As Fissuradas Atende em seu consultório na cidade de São Paulo/SP.

Seja para ajudar em funções relacionadas à audição, equilíbrio da fala, da voz e da respiração, a Fonoaudiologia é a ciência que cuida do aparelho fonador. Isso inclui a maioria dos sentidos como o nariz, ouvido e boca. Mas o que ela tem a ver com a saúde bucal? Tudo, na verdade. Em alguns casos, a Odontologia precisa desta área parceira para atuar em tratamentos ortodônticos, protéticos e buco-maxilar. A profissional Daniela Barbosa explica de que forma este trabalho multifuncional ajuda a ter um sorriso mais saudável.

A fonoaudiologia e a saúde bucal

A saúde bucal não se limita à apenas possuir dentes brancos, mas, também, manter o bem-estar das pessoas. A fonoaudiologia ajuda na busca deste equilíbrio. Daniela diz que nos cuidados em saúde é comum a necessidade de um tratamento interdisciplinar. "Profissionais de diferentes áreas partilham seu conhecimento específico em relação ao quadro clínico do paciente, ampliando as possibilidades de tratamento ao caso". Quem usa aparelho ortodôntico móvel, por exemplo, pode ter problemas na adaptação ou se sentir incomodado com o acessório no início. O fonoaudiólogo pode ajudar.

Áreas que trabalham em parceria com a Fonoaudiologia

Odontopediatria: A fonoaudiologia é uma área que acompanha a vida do paciente desde recém-nascido até a terceira idade. Na primeira fase, muitos bebês apresentam dificuldade na amamentação devido ao formato do freio lingual. O profissional, junto com o dentista, pode ajudar. "O fonoaudiólogo poderá avaliar a sucção, o processo completo do aleitamento materno e definir se o freio lingual está ou não limitando e prejudicando esta função".

Ortodontia: O tratamento ortodôntico também conta com essa ajuda. A fonoaudióloga diz que existem casos em que a postura ou força da língua podem prejudicar o ciclo ortodôntico. "Quando a língua está flácida ou sua posição inadequada, tocando (e empurrando) os dentes com frequência, este pode ser a causa da interferência na evolução do tratamento". A melhor alternativa é mesclar ambas as terapias para controlar essa musculatura e não atrapalhar no alinhamento dos dentes.

Prótese dentária: Colocar uma prótese para repor dentes que foram perdidos é bom demais, mas também requer um período de adaptação deste novo acessório. A mastigação, que antigamente era feita apenas de um lado da boca, precisa ser praticada em ambas as direções. É aí que este especialista entra. "O fonoaudiólogo tem a possibilidade de auxiliar no fortalecimento da musculatura da boca e do rosto, restabelecendo sua força e a simetria, dando condições para o treino e melhoria da mastigação"

Buco-maxilo: No caso de realizar uma cirurgia ortognática, que corrige deformidades esqueléticas na região do rosto, o paciente vai precisar se acostumar com as novas utilidades desta área, que vão desde o modo de falar até a maneira de mastigar. "O tratamento fonoaudiológico é necessário para estimular a musculatura responsável por estas funções, para que consiga reeducar-se e passar a respirar, falar, mastigar e engolir da forma correta".

Um tratamento de mão dupla

Daniela explica que também é comum o fonoaudiólogo buscar a colaboração do dentista em alguns casos. Na hora de suspender o hábito de chupar o dedo ou chupeta, por exemplo, um ortodontista pode auxiliar por meio do preparo de grades e contenções que dificultam o movimento automático de colocar o dedo na boca.

O odontologista também pode atuar na confecção de placas que auxiliam o posicionamento da língua no céu da boca durante o repouso, acelerando assim o aprendizado da sua nova postura. "É enriquecedor o diálogo entre dentista e fonoaudiólogo. São olhares diferentes, buscando o mesmo objetivo: a completa reabilitação e satisfação do paciente", conclui.

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