Os cuidados com a saúde bucal devem começar desde o nascimento do bebê. Começando pela amamentação, até a fase em que os pequenos se apaixonam por docinhos, é importante cuidar sempre da limpeza dessa região, já que restos de alimentos e bactérias podem causar problemas caso não sejam eliminados. E o fio dental deve fazer parte dessa higiene bucal, mesmo ainda na infância! Ele é essencial para evitar problemas como a gengivite. Mas será que esse quadro pode acontecer mesmo nos pequenos? A odontopediatra Leticia Vieira respondeu essa questão.

É possível que a gengivite aconteça na infância?

Sim, esse quadro pode acontecer com crianças, mesmo que ainda tenham dentinhos de leite. Por isso os cuidados com a higiene bucal e o uso diário de fio dental devem começar desde cedo, e se tornar um hábito na vida dos pequenos. “Não é raro a gengivite mesmo em crianças pequenas, e possui intensidade variável nas crianças e adolescentes”, afirma a profissional.

A principal causa dos problemas na gengiva costuma ser associada à falta de uma higiene bucal adequada, o que acaba resultando no acúmulo de biofilme, ou seja, placa bacteriana. “A gengivite também pode estar associada a doenças gengivais modificadas por fatores sistêmicos associados com o sistema endócrino”, esclarece Leticia.

Saiba quais são os sintomas da gengivite em crianças

“A gengivite é uma inflamação gengival que não resulta em perda clínica dos tecidos de sustentação”, explica a profissional. Quando esses tecidos são atingidos, é porque o quadro já evoluiu para uma segunda fase, a periodontite. Quando acontece em crianças, a gengivite pode se manifestar através de hiperemia, que é o aumento da quantidade de sangue circulante no local, sangramento, frouxidão, incômodo, edema da mucosa das gengivas e também halitose.

Como é feito o tratamento de gengivite nos pequenos?

A boa notícia é que a gengivite é considerada uma doença reversível. “Sua terapia está baseada, primeiramente, no equilíbrio dos fatores etiológicos buscando-se reduzir ou eliminar a inflamação, permitindo a recuperação do tecido gengival”, explica ela. O tratamento pode incluir uma abordagem local no consultório com o odontopediatra, mas também deve envolver o controle por meio da escovação e uso do fio dental, que atuam na desorganização da placa bacteriana. “A orientação aos pais para a manutenção apropriada visando a prevenção do reaparecimento da inflamação é fundamental”, completa ela.

Este artigo tem a contribuição do especialista:
Leticia Vieira - Odontopediatra e Ortodontista
Asa Norte - Brasília, DF
CRO-DF 3891