Você acaba de perder um dente e não sabe ao certo como isso aconteceu. Afinal, muita gente não tem ideia do que pode ocasionar a perda dentária e acaba sendo surpreendida com essa situação. Apesar de ter uma estrutura bem forte, o dente acaba enfraquecendo por conta de alguns fatores comuns, como a falta de higiene bucal. Para esclarecer o assunto, saber o que fazer no momento da queda e até prevenir esse cenário, convidamos a dentista Camila Sodré.

No passado, a extração de dente era considerada algo comum

Antes mesmo de existirem os dentistas e suas inúmeras especializações, viver sem um ou mais dentes era considerado algo “comum” à época. Isso porque, pela falta de opções de tratamentos, a saída envolvia, quase sempre, a extração dentária. Se o paciente sentia muita dor, eles logo retiravam o elemento para pôr um fim em qualquer incômodo. Camila conta que isso ocorria principalmente quando a pessoa estava sentindo muito desconforto, o que não restava nenhuma "opção melhor” aos profissionais. Ainda bem que os tempos mudaram e toda essa situação se tornou bastante diferente. “A odontologia evolui de tal forma que o objetivo principal do dentista é evitar ao máximo a perda dentária”, explica a odontologista. Pode ficar aliviado, hoje em dia seu sorriso está mais seguro.

Motivos que levam a perda dentária

De acordo com a especialista, a perda dentária é uma das causas mais frequentes que levam o paciente a procurar ajuda. “Dentre as inúmeras causas, podemos citar a evolução da cárie, traumas, anodontia (ausência congênita dos dentes) e a doença periodontal”, esclarece. Esses fatores podem acontecer devido a uma série de motivos. Camila cita alguns:

1) Má higiene bucal. Muitas vezes o paciente não teve orientação suficiente sobre a melhor técnica de escovação ou não dedica o tempo necessário para realizar uma boa higiene.

2) Hábitos parafuncionais, como o bruxismo e o apertamento, podem facilitar a ocorrência de traumas que geram fraturas na raiz, ocasionando a perda dentária.

3) Genética. A anodontia é uma doença que pode passar de pai para filho e é capaz de afetar um ou mais dentes. "O paciente pode ter, por exemplo, o dente de leite e não ter o sucessor, o permanente", explica a profissional. 

4) Uma cárie profunda que se estendeu até a raiz.

5) A evolução da doença periodontal. O problema pode ocasionar perda óssea que, gradativamente, se não for controlada, acaba resultando na queda de um dente.

Como prevenir esse cenário?

Um notícia boa: a perda dentária pode ser prevenida. Basta praticar alguns cuidados diários importantes. A especialista indica aqueles que não podem faltar:

1) Tenha bons hábitos de higiene: não deixe de utilizar o fio dental, escova e enxaguante. 

2) Visite seu dentista regularmente para consultas de prevenção a cada 6 meses ou caso sinta alguma dor dentária.

3) Procure o profissional para esclarecer dúvidas caso acorde com dor muscular ou tenha retração gengival (que pode estar relacionado a algum trauma dentário), e esteja com sangramento na gengiva (isso indica uma gengivite, que corre o risco de evoluir para uma periodontite).

Esteja atento ao seu sorriso!