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A osteoporose é uma condição muito ligada ao envelhecimento do corpo. Três em cada quatro pacientes são do sexo feminino. Nas mulheres, essa fragilidade dos ossos é causada pela ausência do hormônio feminino, o estrogênio, que os tornam porosos como uma esponja. Mas o que essa doença tem a ver com a sua saúde bucal? O patologista bucal Daniel Goldemberg explica melhor essa relação e dá algumas dicas para prevenir o desenvolvimento dessa patologia.

O que é osteoporose?

De forma simples, a osteoporose é uma doença que afeta todo o corpo de forma progressiva e é caracterizada pela diminuição da massa óssea, levando à fragilidade do osso e aumentando o risco de fraturas. As mulheres em período pós menopausa são as mais atingidas pela enfermidade, aproximadamente um terço delas pode ser acometida pela osteoporose.

Riscos para a saúde bucal

Alguns problemas dentários podem ter relação com a baixa densidade óssea ou apresentarem maior risco por essa condição. Dentes soltos, gengivas destacando-se dos dentes ou retração gengival - algo como a "gengiva descendo" -, além de próteses mal ajustadas ou soltas. Segundo Daniel, as pessoas vão ao dentista com mais frequência do que ao seus médicos e isso pode ser aproveitado. "Os dentistas estão em uma posição privilegiada para ajudar a identificar as pessoas com baixa densidade óssea e incentivá-los a falar com seus médicos sobre sua saúde óssea", afirma.

Diagnóstico por radiografias odontológicas

Fazer radiografias de rotina odontológica são uma boa forma de diagnosticar e vigiar uma possível osteoporose. Segundo o especialista, o Instituto Nacional de Artrite, Doenças Osteomusculares e de Pele (NIAMS) sugere que os exames radiográficos dentários podem ser usados como uma ferramenta útil nessa situação. "Os pesquisadores descobriram que os exames radiográficos dentários foram altamente eficazes em distinguir as pessoas com osteoporose daquelas com densidade óssea normal".

Prevenção

"A prevenção é a melhor forma de tratamento da osteoporose". Segundo Daniel, alguns hábitos devem ser eliminados ou feitos de forma mais moderada. O tabagismo é um dos casos que deve ser banido a qualquer custo. Já o consumo de café e álcool deve ser moderado. Segundo a Associação Americana de Endocrinologia Clínica, mulheres em pós-menopausa com risco para desenvolver osteoporose não devem consumir mais de 7 doses de álcool por semana. Uma dose equivaleria a 120 mL de vinho, 30 mL de destilados ou 260 mL de cerveja.

O profissional dá outras dicas, como fazer atividades físicas, ingerir a quantidade adequada de cálcio e vitamina D e se expor ao sol com proteção à radiação UV. A fisioterapia também pode colaborar para prevenir quedas e, consequentemente, as fraturas. Em caso de histórico familiar, na peri e pós menopausa deve ser feito um controle anual com densitometria óssea, segundo o especialista.