Produto Relacionado:

O enxerto ósseo é a melhor opção para quem deseja colocar implantes, mas não tem uma região apropriada para recebê-los. Essa cirurgia consegue ampliar a altura e a espessura do osso para que os parafusos sejam instalados com segurança. E para que o procedimento seja bem feito, é necessário um pedaço de enxerto, que pode ser extraído de vários lugares. Está pensando em aderir a técnica? O Sorrisologia conversou com o dentista Sérgio Siqueira e apresenta todos os tipos de enxerto ósseo para você.

Os tipos de enxertos

Autógenos: esses são removidos do próprio paciente. A cirurgia simples é feita com anestesia local (a mesma que os dentistas utilizam para fazer uma extração de siso) no próprio consultório dentário. Caso o procedimento seja maior ou mais detalhado, ele precisa ser feito em um ambiente hospitalar, com anestesia geral. O profissional explica que, neste caso, o enxerto é extraído da bacia, da tíbia (no alto da canela) ou da calota craniana. “O tipo autógeno é considerado como o ‘padrão ouro’ da enxertia óssea. Ele é gratuito, não apresenta chances de rejeição e tem forte potencial de formação de um novo osso pelo material ser genético”, garante.

Alógenos: são enxertos doados por uma outra pessoa. Neste procedimento, grande parte da proteína óssea morfogenética, que induz a formação do osso, é destruída e o enxerto perde um pouco do seu potencial de desenvolvimento. Ele funciona como um andaime, um tipo de estrutura que serve para direcionar a formação óssea. De acordo com Sérgio, é necessário efetuar alguns procedimentos prévios antes do paciente receber esse tipo de material. “São realizados diversos testes para saber se o doador apresentava alguma doença contagiosa que não sabia, como sífilis, aids, entre outras”. O mesmo critério vale para qualquer outro órgão doado.

Xenógenos: são enxertos vindos de outra espécie. Um dos mais populares e pesquisados é o de origem bovina, que possui mais de 30 anos de análises. Tempo atrás, muitos dentistas e médicos disseram que esse material poderia disseminar a doença da vaca louca, mas o especialista assegura que isso é praticamente impossível. "Todos têm indicações e limitações, vantagens e desvantagens. Converse sempre com um dentista para saber o melhor tipo para o seu caso", indica.

O futuro do enxerto ósseo

Em um futuro próximo, todo esse procedimento pode se tornar mais prático. O especialista conta que com ajuda de tomografias computadorizadas, a estrutura do osso sintético será feita em uma impressora 3D (que já existe no mercado). Serão cultivadas então as proteínas ósseas morfogenéticas, esse enxerto vai absorver tal substância e as células da mesma pessoa. “Tempos depois, o implante será instalado no osso do paciente. Geneticamente igual à área vizinha e cheio de células vivas”, finaliza.