Quando vamos passar a noite fora de casa, em uma viagem ou ao dormir na casa de outra pessoa, pode acontecer de esquecermos de levar a escova de dentes. Deixar de escová-los não deve ser uma opção, já que essa etapa é fundamental para uma higiene bucal adequada, e consequentemente para manter a saúde dessa região em dia. No entanto, pegar uma escova de dentes emprestada ou emprestar a sua também é tão arriscado quanto. Em caso de esquecimento, comprar uma escova nova deve ser levado em consideração, mas usar a de outra pessoa ou ceder a sua pode acabar trazendo ainda mais problemas. A estomatologista Liana França nos ajudou a entender melhor essa situação!

É fundamental usar a escova de dentes ideal para o seu caso

Escolher a escova de dentes ideal para você é o primeiro passo para uma higiene bucal adequada. “Cada tipo de arcada dentária possui a sua escova perfeita, ideal para que a limpeza seja a mais eficaz possível sem causar danos aos dentes ou à gengiva”, afirma a profissional. A escolha deve ser feita com a orientação do profissional, levando em conta fatores como o tamanho da arcada, a destreza manual, a força da escovação realizada por aquela pessoa e a sua condição sistêmica, ou seja, como está sua saúde geral.

Por que emprestar a escova de dentes é um risco para a saúde bucal?

A escova de dentes é um item de higiene que, além de ser escolhido especificamente para você de acordo com suas necessidades, deve ser individual, e nunca compartilhado. Nem mesmo em casos de emergência! Essa troca de escova com alguém pode trazer muitos riscos para a saúde do seu sorriso. “Isso acontece porque a boca possui inúmeros microrganismos patogênicos, que causam doenças, ou da flora habitual da boca, que ficam na escova após o seu uso”, explica ela. Quando a escova de outra pessoa é utilizada, há contaminação desses microorganismos que podem provocar doenças.

Quais problemas o paciente pode apresentar após emprestar a escova de dentes?

Os problemas causados por esse empréstimos podem ser muitos. Entre os mais conhecidos está o “sapinho”, nome popular dado a candidíase bucal. “Infecções virais como herpes e infecções bacterianas como gengivite ulcerativa necrosante também podem se desenvolver”, alerta Liana. Até mesmo quadros que envolvem outras partes do corpo, como a gripe e a hepatite B, podem ser contraídos.

Nesses casos, como é possível realizar o tratamento?

Nessa situação, o tratamento vai depender muito de qual problema foi desenvolvido. Ele será realizado a partir do diagnóstico do quadro, podendo ser mais ou menos complicado. “Dependendo da condição apresentada, o dentista ou o médico irá tratá-la”, esclarece ela.

Este artigo tem a contribuição do especialista:
Liana França Araújo - Estomatologista e Mestre em Patologia Bucal
Niterói - RJ
CRO-RJ: 19174